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O que são Terapias Cognitivo-Comportamentais?

 

As Terapias Cognitivo-Comportamentais são abordagens psicológicas amplamente utilizadas no tratamento dos comportamentos dependentes. Estão embasadas por referenciais teóricos e por um conjunto de técnicas com eficácias cientificamente comprovadas.  São elas:

Terapia Cognitivo–Comportamental (TCC)

A TCC surgiu na década de 60 a partir das pesquisas realizadas pelo Dr. Aaron Beck e seus colaboradores que visavam naquele momento, subsídios para o tratamento de pacientes depressivos. O resultado destes estudos apontou que o estado deprimido encontrado nestes pacientes estava relacionado com uma maior propensão que estas pessoas tinham de enxergar suas dificuldades de forma mais negativa.

Muitas outras pesquisas foram feitas nos anos subsequente estendendo a aplicação do TCC para outras patologias e ampliando as possibilidades de tratamentos relacionados à saúde mental para os comportamentos aditivos.

Com base nos estudos realizados, os pesquisadores chegaram ao entendimento de que o processo de adoecimento das pessoas está diretamente relacionado aos significados que estas atribuem aos eventos que experimentam ao longo de suas vidas.

“Não é o evento em si que gera nas pessoas o medo, a ansiedade ou a tristeza, mas sim o significado que cada uma dá àquela situação com a qual se deparou”.

Sendo assim, o modo como eu penso uma determinada situação afeta os meus sentimentos e, por conseguinte, repercutirá em meu comportamento reforçando minha forma de pensar.

Prevenção de Recaída (PR)

A PR surge em meados dos anos 80 com os trabalhos clínicos e teóricos do Ph.D G. Alan Marlatt para o tratamento do uso de substâncias químicas . As pesquisas realizadas nas últimas décadas expandiram a aplicação da PR para as demais áreas de comportamentos aditivos.

O objetivo da PR é prevenir lapsos e uma evolução para a recaída. Significa ajudar a pessoa a manter as mudanças comportamentais mais adaptativas que obteve a partir de seu tratamento.

Entrevista Motivacional (EM)

A EM foi descrita por W. Miller e S. Rollnic no início dos anos 80 através de estudos para aumentar o engajamento de dependentes químico em seus processos de mudanças comportamentais. Nos anos seguintes a EM integrou o tratamento de patologias de diversas áreas da saúde, incluindo outros comportamentos aditivos.

Os autores definem a EM como um estilo de conversa colaborativa entre o profissional e paciente voltado para o fortalecimento da motivação do paciente e seu comprometimento com uma mudança.

O foco está em ajudar a resolver os pensamentos e sentimentos contraditórios em relação à mudança de comportamento (ambivalência), favorecendo a tomar decisões direcionadas a recuperação de uma vida saudável.

Tratamento

O tratamento com base nos pressupostos das Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCCs) será pautado na análise do pensamento de cada paciente, em identificar as motivações para mudanças, na identificação dos pensamentos disfuncionais, na reestruturação cognitiva e/ou na resolução de problemas, no desenvolvimento de habilidades para enfrentar situações de risco e prevenir recaídas e na autoeficácia.

Entende-se por pensamentos disfuncionais aqueles que surgem automaticamente em nossas mentes, sem uma reflexão prévia, resultantes de interpretações equivocadas das experiências, impostos por regras rígidas, crenças absolutistas, suposições, etc.

Já na reestruturação cognitiva o paciente irá aprender a identificar e questionar seus pensamentos. Ele irá atribuir outros significados, mais satisfatórios, a pensamentos que estejam dificultando seu cotidiano.

As TCCs são consideradas abordagens construtivistas. A pessoa é quem constrói a sua realidade com base nas interpretações que atribuir ao mundo, a si mesmo e ao seu futuro. As interpretações definirão sua forma emocional e comportamental de reagir ao enfrentamento das situações vividas. 

Referências: